Informações Gerais

Programação deste ano prima pelo ineditismo dos filmes estrangeiros, entre os quais FAUSTO, de Aleksander Sokurov, vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza 2011.

De 21 de outubro a 3 de novembro, acontece em São Paulo a tradicional Mostra Internacional de Cinema. Durante duas semanas, a 35ª Mostra Internacional de Cinema propicia que cinéfilos acompanhem um total de 297 títulos dos mais variados países e cinematografias, que serão exibidos em 22 salas, entre cinemas, museus e centros culturais espalhados pela capital paulista. A seleção é um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo e quais as tendências, temáticas, narrativas e estéticas estão predominando ao redor do mundo.

 

Petrobras

Há 10 anos, a Petrobras patrocina a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo porque acredita que projetos como este defendem e valorizam a formação de novas plateias e o acesso aos bens culturais. A Petrobras tem como compromisso em sua política de patrocínios fortalecer as ações de criação, produção, difusão e fruição das artes no país.

 

Cartaz e exposição

Nesta edição, a arte da Mostra é assinada pelo desenhista Mauricio de Sousa, com seu primeiro personagem de quadrinhos, Piteco, criado em 1964. Além da seleção de filmes e oficinas, a Mostra inaugura uma exposição inédita reunindo as obras de um dos grandes mestres do cinema soviético, Sergei Paradjanov (1924-1990). PARADJANOV, O MAGNÍFICO vai contar com cerca de 60 trabalhos do mestre, entre pinturas, instalações, colagens e desenhos. Montada por Daniela Thomas e Felipe Massara, a exposição acontece de 19 de outubro e até dia 20 de novembro, no Museu da Imagem e do Som – MIS. Alem da exposição, a Mostra apresenta ainda uma retrospectiva de Paradjanov e o documentário PARADJANOV, O REBELDE, de Patrick Cazals.

 

Títulos Confirmados

Entre os filmes confirmados para a 35ª Mostra estão O AMOR NÃO TEM FIM (Late Bloomers), de Julie Gavras (A Culpa é do Fidel); HABEMUS PAPAM, de Nanni Moretti (Caro Diário e O Quarto do Filho); O FUTURO (The Future), de Miranda July (Eu, Você e Todos Nós); A ILUSÃO CÔMICA (L’Illusion Comique), de Mathieu Amalric; LOW LIFE, de Nicholas Klotz e Elisabeth Perceval; COMO COMEÇAR SEU PRÓPRIO PAÍS (How To Start Your Own Country), de Jody Shapiro (produtor de A Música Mais Triste do Mundo, de 2003); AS NEVES DO KILIMANJARO (The Snows of Kilimanjaro) , de Robert Guédiguian; ERA UMA VEZ NA ANATOLIA (Once Upon a Time In Anatolia), de Nuri Bilge Ceylan, que ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2011; OS CONTOS DA NOITE (Les Contes De La Nuit), de Michel Ocelot (mesmo diretor de Príncipes e Princesas, 2000, e As Aventuras de Azur e Asmar, 2006), CAVERNA DOS SONHOS ESQUECIDOS (Cave Of Forgotten Dreams), documentário em 3D de Werner Herzog; SLEEPLESS NIGHT STORIES, de Jonas Mekas (A Letter from Greenpoint); PATER, o novo filme de Alain Cavalier (Irène); CISNE, da portuguesa Teresa Villaverde (Os Mutantes); MUNDO MISTERIOSO, de Rodrigo Moreno; e SORELLE MAI, de Marco Bellocchio (Vincere).

 

Mostra Brasil

Entre os filmes brasileiros, a 35ª Mostra apresenta os documentários CANÇÕES, de Eduardo Coutinho; CONSTRUÇÃO, de Carolina Sá; VOU RIFAR MEU CORAÇÃO, de Ana Rieper; MARIGHELLA de lsa Grinspum Ferraz; e VAI-VAI 80 ANOS NAS RUAS, de Fernando Capuano.

O CÉU SOBRE OS OMBROS, de Sérgio Borges; OLHE PRA MIM DE NOVO, de Kiko Goifman e Claudia Priscilla; O PALHAÇO, de Selton Mello; e o primeiro longa de Caio Sóh, TEUS OLHOS MEUS estão entre as ficções a serem exibidas.

 

Livro Conversas com Scorsese

O 11º título da parceria Cosac Naify e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Conversas Com Scorsese, examina a carreira e a obra do cineasta americano pelas conversas com seu amigo de longa data, Richard Schickel.

Richard Schickel é autor, coautor e editor de 36 livros, além de roteirista, diretor e produtor de documentário. A maior parte de seu trabalho versa sobre cineastas e história do cinema.

Do diretor Martin Scorsese, a 35ª Mostra exibe a versão digital restaurada de TAXI DRIVER, que estreou no Festival de Cinema de Berlim deste ano, e o documentário UMA CARTA PARA ELIA (2010), sobre o diretor Elia Kazan, que tem retrospectiva no evento.

 

Retrospectivas

Em retrospectiva, estarão cerca de dez filmes de ELIA KAZAN, com a presença da viúva do cineasta, a escritora Frances Kazan. Nascido em 1909, em Constantinopla, atual Istambul, o diretor foi um notório nome do teatro da Broadway na década de 1940 e mais tarde desenvolveu também uma bem sucedida carreira no cinema, ambas como diretor. Trabalhou em diversos filmes com Marlon Brando, como UMA RUA CHAMADA PECADO, baseada no conto do Tennesse Williams (A Streetcar Named Desire) e SINDICATO DE LADRÕES (On the Waterfront). Kazan foi agraciado com dois Oscars de Melhor Diretor, em 1948 (A LUZ É PARA TODOS) e 1955 (SINDICATO DE LADRÕES), e um Oscar Honorário, pelo conjunto da obra, em 1999.

SERGEI PARADJANOV (1924-1990), um dos grandes nomes do cinema soviético ganha retrospectiva de seus filmes, além de uma exposição no MIS. PARADJANOV foi aclamado como um dos maiores cineastas soviéticos que surgiram após a época de ouro de Sergei Eisenstein e Alexander Dovzhenko e é considerado, hoje, um dos nomes mais criativos e originais da história do cinema mundial.

Outro diretor russo, ALEKSEI GERMAN, também terá uma retrospectiva na 35ª Mostra. São seis filmes do cineasta. Seus filmes, censurados pelo regime stalinista, abrangem as décadas de 70 a 90 com narrativas históricas e antibélicas premiadas em vários festivais internacionais.

 

Seções da 35ª Mostra e exibições especiais

Focada na diversidade cinematográfica e na revelação de novos talentos, a Mostra traz ao público uma seleção da produção cinematográfica mundial com cerca de 250 títulos divididos entre as seções Perspectiva Internacional, Competição Novos Diretores, com exibição de filmes de cineastas que tenham realizado no máximo seu segundo longa-metragem, Mostra Brasil, retrospectivas, homenagens e exibições especiais.

O Festival da Juventude entra na sua 12ª edição de sessões gratuitas. A programação apresenta filmes de temática jovem com exibição em três salas: Cine Livraria Cultura, Cine Sabesp e MIS.

Além das seções da programação normal da Mostra, o evento traz uma série de exibições especiais ao longo de suas duas semanas, com apresentação de filmes clássicos e homenagens a nomes representativos do cinema.

Neste ano, a Mostra apresenta uma grande seleção de clássicos do cinema em cópias restauradas, seja em versões digitais ou 35 mm. Entre elas, TAXI DRIVER, de Martin Scorsese; 1900, de Bernardo Bertolucci; e LARANJA MECÂNICA, de Stanley Kubrick.

A Mostra assinala a comemoração do ano da Itália no Brasil e o centenário do nascimento de um dos maiores compositores italianos, Nino Rota, com a apresentação de LA DOLCE VITA, de Fellini e O LEOPARDO, de Lucchino Visconti, dos quais é autor da trilha sonora.

Nascido em Milão em 3 de dezembro de 1911, Nino Rota se tornou célebre pela autoria da música de filmes de diretores como Federico Fellini, Luchino Visconti, Francis Ford Coppola e Franco Zeffirelli. Ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora, em 1974, por “O Poderoso Chefão II”. Além dos filmes acima mencionados, a Mostra exibe também o documentário de Mauro Gioia, A VISITA MARAVILHOSA (La Visita Meravigliosa – Viaggio In Italia Sulle Tracce Di Nino Rota). Este documentário é uma coletânia de memórias composta de entrevistas com pessoas que conheceram, trabalharam e estudaram com o compositor.

A música está na origem do mesmo documentário: quem o dirige é Mauro Gioia, cantor que lançou em 2008 o álbum “Rendez Vous chez Nino Rota”, com canções como “Gelsomina” (interpretada por Adriana Calcanhoto), tema de “A Estrada da Vida”. Durante sua turnê pela Europa, Mauro conheceu Jean Blanchaert, sobrinho do compositor que o apresentou a Prudenzina, a melhor amiga de Nino, na época (2008) uma senhora de 103 anos. Enquanto observava a conversa de Jean e Prudenzina, que contavam casos da vida de Rota, Mauro teve a ideia de fazer uma viagem atrás de outras pessoas que também tivessem conhecido o compositor para descobri-lo através destas memórias. Entre os entrevistados estão Nicola Piovani, vencedor do Oscar de melhor trilha sonora por “A Vida é Bela” em 1998; Michelle Marvulli, um de seus melhores alunos no conservatório de Bari; Pier Luigi Pizzi, cenógrafo de “Romeo e Julieta”, de Franco Zeffirelli.

Outra das exibições especiais desta edição é a apresentação de LARANJA MECÂNICA, filme emblemático de Stanley Kubrick, 40 anos após a sua estreia. Com um tom futurista, a cidade de Londres é o local onde um grupo de jovens ataca o sistema e comete uma série de crimes, que Kubrick filma de forma irreverente, refletindo a sua época, entre o psicodélico e a Pop Art.

Nesta data, a 35ª Mostra projeta ainda ERA UMA VEZ… LARANJA MECÂNICA (Il Était Une Fois… Orange Mécanique), de Antoine de Gaudemar, documentário que revisita o polêmico filme de Kubrick pelas palavras dos atores Malcolm McDowell e Warren Clark; da viúva do diretor, Christiane Kubrick, e do escritor Anthony Burgess, autor do livro “Laranja Mecânica”, do qual o filme é uma adaptação.

O documentário traz ainda depoimento do produtor e cunhado de Kubrick, JAN HARLAN, que é um dos convidados da 35ª Mostra e fará uma Master Class na FAAP.

 

Prêmio Humanidade

Na sua 35ª edição, a Mostra Internacional de Cinema homenageia o canadense Atom Egoyan com o prêmio Humanidade. Egoyan é diretor de um dos episódios de MUNDO INVISÍVEL, filme produzido pela Mostra que faz sua avant première no evento. Ao lado de Frédéric Boyer, Mahamat Saleh Haroun, Jorge Furtado e Elisabeth Perceval, Atom Egoyan integra o júri da 35ª Mostra.

 

Os Filmes da Minha Vida

Há três anos na programação da Mostra, o evento reúne depoimentos de artistas e personalidades sobre os filmes que exerceram alguma influência em suas vidas, acentuando-se mais o aspecto emocional do que técnico ou intelectual destas produções.

Para a edição da 35ª Mostra, já estão confirmados os depoimentos de Jorge Furtado (escritor e diretor), Marcelo Rubens Paiva (escritor e roteirista), Paulo José (ator), Beto Brant (diretor), Laís Bodanzky (diretora), Eduardo Coutinho (diretor), Isabela Boscov (crítica de cinema), Maria de Medeiros (atriz e diretora), Selton Mello (ator e diretor) e Marçal Aquino (escritor e roteirista).

 

Premiação e Júri

Após serem exibidos na 35ª Mostra, os filmes da seção Competição Novos Diretores mais votados pelo público concorrem ao Troféu Bandeira Paulista (uma criação da artista plástica Tomie Ohtake), que será oferecido ao melhor filme escolhido por um júri internacional.

Esse ano, o júri será composto pelo diretor canadense Atom Egoyan, o escritor francês Frédéric Boyer, o diretor africano Mahamat Saleh Haroun, a roteirista Elisabeth Perceval e do diretor e escritor brasileiro Jorge Furtado.

Outro prêmio oferecido durante a Mostra é o Prêmio Itamaraty, entregue pelo Ministério das Relações Exteriores. Os filmes premiados são selecionados por um júri composto por profissionais distintos do cinema brasileiro, cujos nomes serão definidos pelo Itamaraty. Concorrem ao prêmio todos os filmes brasileiros exibidos dentro da programação do evento:

a) Melhor Curta-Metragem: R$ 15.000,00 (quinze mil reais)

b) Melhor Longa-Metragem de Documentário: R$ 30.000,00 (trinta mil reais)

c) Melhor Longa-Metragem de Ficção: R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais)

 

Itinerância da Mostra no interior de São Paulo

A 35ª Mostra Internacional de Cinema, em ação conjunta com o SESC SP faz, neste ano, a Itinerância SESC da Mostra, com 10 filmes selecionados entre as obras que integrarão a edição de 2011. Serão nove cidades do interior de São Paulo que receberão essa seleção de filmes: Campinas, Ribeirão Preto, Rio Preto, Santos, São Carlos, São José dos Campos, Sorocaba, Araraquara e Piracicaba. Os filmes serão exibidos nas unidades do SESC dessas localidades.

 

Projeções

A tecnologia utilizada para as projeções dos filmes da 35ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo serão: 35mm, DCP e digital, sendo este último exibido pela MOBZ e pela AUWE, garantindo qualidade superior para o espectador. O sistema DVCAM não será empregado nas exibições.

 

Patrocinadores da 35ª Mostra

A 35ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo é realizada com o patrocínio da PETROBRAS pela LEI DE INCENTIVO À CULTURA do MINISTÉRIO DA CULTURA; o copatrocínio da Stella Artois; o apoio institucional da SECRETARIA DE CULTURA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO; os apoios do BANCO ITAÚ, FAAP e OI; apoio cultural do SESC-SP, OI FUTURO, SABESP, SECRETARIA DE CULTURA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO pelo PROAC – PROGRAMA DE AÇÃO CULTURAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, SÃO PAULO TURISMO, IMPRENSA OFICIAL; a colaboração da editora COSAC NAIFY, do POLO CINEMATOGRÁFICO DE PAULÍNIA, do MIS – MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE SÃO PAULO, HOTEL RENAISSANCE, CONDOMÍNIO CONJUNTO NACIONAL e da TV CULTURA; e promoção da FOLHA DE SÃO PAULO, CANAL BRASIL, GLOBO FILMES, BAND NEWS FM.

A 35ª Mostra é produzida pela ABMIC – Associação Brasileira Mostra Internacional de Cinema.

 

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

Margarida Oliveira – margo@mostra.org

Pâmela Peralta – pperalta@mostra.org

Ana Serra – anaserra@mostra.org

Fabrício Ramos – fabricio@mostra.org

Telefone: (11) 3141.0413

 

CENTRAL DA 35ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA

Data de funcionamento:

De 10 a 14 de outubro das 12 às 18 h para informações.

De 15 de outubro a 03 de novembro, das 10 às 21 h para credenciamento de convidados e vendas de pacotes e permanentes.

Endereço: Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073, (ao lado do Cine Livraria Cultura).

A emissão de credenciais obedece a um sistema único de atendimento, por ordem de chegada.

 

VALORES DE PERMANENTES, PACOTES PROMOCIONAIS E INGRESSOS INDIVIDUAIS 2011

PERMANENTES E PACOTES PROMOCIONAIS

Permanente Integral – R$ 390,00

Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura, mediante apresentação da carteirinha de assinante) – R$ 331,50

Permanente Especial (para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 90,00

Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 76,50

Pacote de 40 ingressos – R$ 285,00

Pacote de 20 ingressos – R$ 165,00

* O desconto de 15% da Folha é válido somente para o assinante titular, pessoa física.

* Desconto de 50% na compra de até dois ingressos por sessão de filme da Mostra na bilheteria dos cinemas, para a força de trabalho do sistema Petrobras (devidamente identificada com crachá funcional) e para Titulares do Cartão Petrobras (mediante apresentação do mesmo).

Para adquirir ingressos no dia da sessão, somente nas salas de cinema.

A Central da Mostra não vende ingressos avulsos, apenas os pacotes.

 

INGRESSOS INDIVIDUAIS

Segundas, terças, quartas e quintas: R$ 14,00 (inteira) / R$ 7,00 (meia)

Sextas, Sábados e Domingos: R$ 18,00 (inteira) / R$ 9,00 (meia)

 

VENDAS PELA INTERNET

No site Ingresso.com, o ingresso poderá ser adquirido com antecedência de quatro dias a um dia antes da sessão.

 

CIRCUITO

A programação da 35ª Mostra Internacional de Cinema ocorrerá em 22 salas:

UNIBANCO ARTEPLEX 1, 2, 3, 4, 5 e 6;

CINE LIVRARIA CULTURA 1 e 2;

CINESESC;

CINE SABESP;

CINEMATECA – Sala BNDES e Sala Petrobrás;

ESPAÇO UNIBANCO DE CINEMA POMPEIA 1;

ESPAÇO UNIBANCO DE CINEMA AUGUSTA 3;

FAAP – FUNDAÇÃO ARMANDO ÁLVARES PENTEADO;

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO;

CINUSP;

CINE TAM;

CINE OLIDO;

RESERVA CULTURAL;

MIS – MUSEU DA IMAGEM E DO SOM;

VÃO LIVRE DO MASP.

Todas as sessões no Centro Cultural São Paulo, no Cine Olido, no Vão Livre do MASP e as sessões do Festival da Juventude são gratuitas.

 

JÚRI

Atom Egoyan (Prêmio Humanidade)

Canadense de origem armênia, Atom Egoyan nasceu no Cairo em 1960 e cresceu no Canadá. Estudou na Universidade de Toronto e começou sua carreira no teatro. No cinema, realizou diversos curtas-metragens antes de realizar seu primeiro longa-metragem,”Next of Kin” (1984). Dirigiu “Family Viewing” (1987), seleção da 12ª Mostra; “Os Coadjuvantes” (1989), da 14ª Mostra, “O Corretor” (1991), exibido na 16ª Mostra; “Calendário” (1993), seleção da 17ª Mostra; “Exótica” (1994), da 18ª Mostra, Prêmio da Crítica no Festival de Cannes; “Sarabanda” e “O Doce Amanhã” (1997), ambos na 21ª Mostra, este último foi o Grande Prêmio do Júri em Cannes do ano; “O Fio da Inocência” (2001), exibido na 25ª Mostra; “Ararat” (2002), na 26ª Mostra; “Verdade Nua” (2005), na 29ª Mostra; e “Adoração” (2008), selecionado para 32ª Mostra. Também é autor de um dos segmentos de “O Mundo Invisível”, reunião inédita de curtas-metragens organizada pela Mostra.

Elisabeth Perceval

Atriz e roteirista francesa, Elisabeth Perceval desenvolve com o diretor Nicolas Klotz (com quem é casada) um modo de escrita e filmagem que discute a forma cinematográfica. Codirige com Klotz “La Bressure” e “La Questione Humaine” apresentados na Quinzena dos Realizadores de Cannes em 2004 e 2007, respectivamente. Entre 1998 e 2007 escreve a “Trilogia dos Tempos Modernos”, vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de San Sebástian, em 2000. “Low Life” é seu mais recente filme, também dirigido com Nicolas Klotz.

Frédéric Boyer

Escritor francês nascido em 1961. Entre suas obras mais conhecidas está La Traduction de La Bible. Frédéric Boyer criou Videosphere em 1994, a maior loja de vídeo da Europa, totalmente dedicada ao cinema Arthouse. Em 2010 assumiu a direção da Quinzena dos Realizadores, depois de ter atuado por dez anos como membro do Comitê de Seleção do evento. É diretor artístico do Festival de Cinema Europeu, que acontece em Les Archs, todos os anos em dezembro.

Jorge Furtado

De formação parcialmente autodidata, cursou medicina, psicologia, jornalismo e artes plásticas, mas não conclui nenhum deles. Começou sua carreira no cinema em 1984, tendo realizado vários curtas-metragens, premiados no Brasil e no exterior, como “Ilha das Flores” (1989), “Esta Não É A Sua Vida” (1991) e “O Sanduíche” (2000). É diretor e roteirista dos longas-metragens “Saneamento Básico – O Filme” (2007), “Houve uma Vez Dois Verões” (2002), “O Homem Que Copiava” (2003) e “Meu Tio Matou um Cara” (2005). Dirigiu e escreveu também diversas produções para a TV, entre elas “Luna Caliente” (1998), “Agosto” (1993), “Memorial De Maria Moura” (1994), “A Invenção Do Brasil” (2000), e “Decamerão – A Comédia do Sexo (2009)”. É autor do romance “Trabalhos de Amor Perdidos” e dos contos “Meu Tio Matou um Cara e Outras Histórias”, além de dois livros infantis: a tradução de “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol, e “Pedro Malazarte e a Arara Gigante”.

Mahamat Saleh Haroun

Mahamat Saleh Haroun nasceu no Chade, em Abéché, em 1960. Depois de cursar o Conservatoire Libre du Cinéma Français, estudou jornalismo na IUT de Bordeaux, em 1986. Trabalhou vários anos como jornalista antes de retomar sua paixão primeira. Em 1994, dirigiu o curta-metragem “Maral Tanié”. Cinco anos depois, assinou sua primeira produção em longa-metragem, “Bye Bye Africa”, vencedor do prêmio CinemAvvenire de melhor filme de estreia, no Festival de Veneza. Em 2002, dirigiu “Abouna”, e em seguida “Estação Seca”, seleção da 33ª Mostra. Em 2010, seu filme “Um Homem que Grita” ganhou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2010 e foi exibido na 34ª Mostra.

 

JÚRI DE DOCUMENTÁRIOS

Cedomir Kolar

Cedomir nasceu na ex-Jugoslávia, em Rijeka, cidade da costa adriática da Croácia. Formado em Produção Cinematográfica pela Academia de Artes Dramáticas de Belgrado. Desde 1991, é produtor da “Produções Noé”, em Paris, em 2003, fundou a produtora ASAP Films com o diretor Danis Tanovic e o seu colega produtor Marc Baschet. Entre suas produções estão filmes “Antes da Chuva”, de Milcho Manchevski, seleção da 18ª Mostra; “Terra de Ninguém”, de Danis Tanovic, vencedor do Prêmio do Público da 25ª Mostra, “Inferno”, também de Tanovic, exibido na 29ª Mostra, “O Filho Adotivo” e “O Chimpanzé”, ambos de Aktan Abdikalikov e participantes da 25ª Mostra. Em 2004, foi eleito membro do comitê da EFA (European Film Academy), do qual faz parte até hoje.

Jean-Claude Lamy

Jornalista francês, nasceu em 3 de agosto em Valence, França. Formado em Ciências Políticas em 1961, começou sua carreira como jornalista em vários veículos franceses. Em 1994, se tornou conselheiro de cultura na televisão francesa e três anos mais tarde foi nomeado diretor da France 3 Cinèma, dedicada à co-produção de filmes franceses e europeus. Descobriu talentos como Michel Ocelot (“Kirikou”) e Marjane Satrapi (“Persépolis”). Publicou vários livros, entre eles Lars Von Trier, Le provocateur (Grasset, 2005) e Larousse du Cinéma (Larousse, 2006).

Lúcia Murat

Lúcia Murat nasceu em 1949, no Rio de Janeiro. Estudou Economia e militou em um grupo estudantil, ficou na clandestinidade após o AI-5, em 1968, e foi presa em 1971, tendo sido torturada e encarcerada por três anos e meio. Seu primeiro longa-metragem, o docudrama “Que Bom te Ver Viva” (1988), estreou internacionalmente no Festival de Toronto e revelou uma cineasta dedicada a temas políticos e femininos. Dirigiu vários filmes de ficção e documentários premiados nacional e internacionalmente, entre os quais “Doces Poderes” (1996), “O Olhar Estrangeiro” (2005) e “Maré, Nossa História de Amor” (2007).

 

RETROSPECTIVAS

Elia Kazan

Filho de pais gregos, Elia Kazan nasceu em 7 de setembro de 1909 em Constantinopla, atual Istambul. Aos quatro anos, emigrou para Nova York, se formou como ator em Yale e atuou no teatro durante oito anos, tornando-se um famoso diretor da Broadway e de Hollywood ao introduzir no cinema uma série de atores até então desconhecidos, entre os quais James Dean e Marlon Brando. “Uma Rua Chamada Pecado” (1951), “Sindicato dos Ladrões” (1954), “Vidas Amargas” (1955) são alguns dos filmes que distinguem sua obra. Durante sua carreira ganhou dois Oscar de Melhor Diretor e recebeu um Oscar Honorário. Na ocasião foi bastante criticado por personalidades de Hollywood, por ter denunciado colegas do antigo Partido Comunista dos Estados Unidos ao Comitê de Investigações de Atividades Anti-Americanas. Faleceu em 28 de setembro de 2003 em Nova York.

Alexsei German

Nasceu em 20 de julho de 1938, em Leningrado, ex-URSS. Formado pela Universidade de Teatro de Leningrado em 1960, começou a trabalhar como diretor Toetaro de Smolensk. Iniciou-se como diretor de cinema nos estúdios Lenfilm e rodou seu primeiro filme, “The Seventh Satellite”, em 1967. No total, sua obra compreende seis filmes entre os quais “Twenty Warless Days” (1976) e “My Friend Ivan Lapshin” (1984). Recebeu vários prêmios e em 1998 foi eleito Artista da Rússia pela People.

Sergei Paradjanov

De origem armênia, Sergei Paradjanov nasceu em 9 de Janeiro de 1924, na atual capital da Geórgia, Tbilisi. Contemporâneo de realizadores como Federico Fellini, Jean-Luc Godard, François Truffaut, Luis Buñuel e Michelangelo Antonioni, entre outros, Sergei Paradjanov foi alvo da censura do regime soviético devido ao estilo original e controverso do seu cinema, que ia contra os princípios do realismo socialista. Considerado persona non grata, muitos dos seus filmes foram censurados e o cineasta perseguido, sendo preso durante cinco anos. Na Ucrânia, Paradjanov realizou, em 1964, o filme que lhe traria a fama mundial, “Shadows of Forgotten Ancestors” – premiado em todo mundo. O cineasta recebeu o Prêmio da Crítica da 11ª Mostra com o longa “A Lenda da Fortaleza Suram”. Faleceu em 20 de julho de 1990.