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À ESPERA DO TEMPO – FILMANDO COM AKIRA KUROSAWA, de Teruyo Nogami
Reunião de textos escritos e ilustrados por Teruyo Nogami sobre o trabalho que exerceu ao lado do cineasta Akira Kurosawa como continuísta e diretora associada por aproximadamente meio século. De Rashomon até Madadayo, Nogami manteve uma espécie de diário em que registrava curiosidades sobre as filmagens, os bastidores e as locações, entre outras coisas. Seus relatos em primeira pessoa, sempre acompanhados por desenhos das “cenas” mais marcantes, eram confeccionados durante as folgas entre as filmagens, enquanto a equipe esperava pelo tempo perfeito para o trabalho.
Seis anos depois da morte de Kurosawa, a autora decidiu reunir em livro todo esse material, além de alguns textos já publicados em revistas de cinema e relatos novos. À espera do tempo – Filmando com Kurosawa, que a Cosac Naify lança em parceria com a Mostra Internacional de Cinema, publicado agora numa tradução diretamente do japonês possibilita o conhecimento não só da obra e personalidade do cineasta, mas principalmente do processo criativo e produtivo de um dos maiores gênios do cinema.
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A RAMPA, de Serge Daney
Primeira obra do crítico francês Serge Daney (1944-1992) publicada no Brasil, A rampa foi organizado pelo próprio autor e reúne artigos escritos nos anos 1970-1982 para a revista Cahiers du cinéma, da qual Daney foi um dos diretores. O crítico foi o principal responsável por reconduzir os Cahiers para o campo da análise cinematográfica, após fase radical de orientação maoísta, de 1968 a 1972, quando a tradicional revista na qual colaboraram Godard, Truffaut, Rohmer, Rivette e tantos outros passou a tratar sobretudo de política. Os ensaios do volume pontuam claramente esse "retorno" e um enfoque menos ingênuo sobre o poder transformador da linguagem de cinema, o que se torna ainda mais claro nas introduções às diversas seções, acréscimos importantes às análises selecionadas das páginas dos Cahiers. A rampa - título que alude ao espaço arquitetônico da "ribalta" nos antigos teatros convertidos em cinemas - constitui uma espécie de "canteiro de obras teórico", como assinala o prefácio escrito especialmente para a edição brasileira pelo atual diretor da revista Cahiers, Jean-Michel Frodon. Serge Toubiana, diretor da Cinemateca Francesa, também escreveu prefácio especial para esta edição. Os textos exibem fortes marcas de pensadores importantes da época, aliando a análise cinematográfica a conceitos emprestados de Jacques Lacan, Louis Althusser, Roland Barthes e Gilles Deleuze.
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ABBAS KIAROSTAMI, de Abbas Kiarostami e Youssef Ishaghpour
Da vasta bibliografia já consagrada no Ocidente ao diretor iraniano Abbas Kiarostami, este é o primeiro livro publicado no país sobre uma obra que o público já prestigia há algum tempo, com a fidelidade e a reverência votadas aos grandes mestres. Reúne uma série de 52 fotos e três textos do diretor iraniano, além de filmografia completa e comentada. O volume também inclui o ensaio "O real, cara e coroa - o cinema de Abbas Kiarostami", do importante crítico franco-iraniano Youssef Ishaghpour. A série "As estradas de Kiarostami", é publicação mundial inédita de uma série de 52 fotos em preto e branco realizadas no Norte do Irã. Em primeira pessoa, o diretor dá testemunho tocante sobre cinema, fotografia, arte e vida na seção do livro intitulada "Duas ou três coisas que sei de mim", que compreende os seguintes textos: "Fotografia e natureza" - sobre sua atividade fotográfica, a arte do enquadramento e a paixão pela natureza - "No trabalho" - autobiografia, desde a fundação do departamento cinematográfico estatal Kanun até a concepção de seus longas-metragens -, "Uma boa boa cidadã" - crônica emocionante sobre a "perseguição" do cineasta a uma menina de rua na Avenida Paulista, que remexe as lixeiras à procura de comida - e quatro poemas inéditos. Em "O real, cara e coroa", primeiro livro de Youssef Ishaghpour publicado no país, o crítico tece reflexão sobre o cinema e a arte fotográfica de Abbas Kiarostami. O fio condutor do estudo é o modo como o cinema de Kiarostami focaliza o real - opção que não surpreenderá o espectador desta obra elogiada justamente por seu apreço pela vida comum, pelos personagens cotidianos e pelos pequenos acontecimentos.
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AINDA TEMOS TEMPO, de Leon Cakoff
Livro que marca a estreia do homem de cinema Leon Cakoff como autor e enfeixa quinze crônicas. Os relatos aqui reunidos foram trabalhados ao longo de duas décadas e incluem experiências inusitadas deste "caçador de filmes" (criador da Mostra Internacional de SP) por estados de exceção como a Tchecoslováquia sob a Cortina de Ferro; a Alemanha dos tempos da DDR; a Argentina sob a ditadura militar; a Polônia sob o burocratismo soviético; ou a Argélia do fundamentalismo islâmico em seus primórdios. Registram-se, ainda, encontros memoráveis do autor com personalidades como Luis Buñuel (no Festival de Cannes), ou Federico Fellini (nas locações de Ginger e Fred, na mítica Cinecittà). Um livro de crônicas, informal e informativo, cujo personagem principal, além da figura de Leon Cakoff, é o cinema como resistência aos estados de exceção e, acima de tudo, como unificador de culturas, a despeito das diferenças locais.
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ALEKSANDR SUKÚROV, de Alvaro Machado, Laymert Garcia dos Santos e Leon Cakoff
Este livro apresenta o novo mestre do cinema russo, continuador de Dovjenko, Eisenstein e Tarkovski. Seu estilo, definido como "espiritual", é feito de composições visuais antinaturalistas, influenciadas pela grande pintura romântica alemã. Além de introdução ao conjunto de sua obra, o volume traz ensaio sobre o ousado plano-sequência de 96 minutos para o filme Arca russa (2001), tomado no interior do Museu Hermitage de São Petersburgo, e entrevista com o diretor, homenageado pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo em 2002 com uma retrospectiva de sua obra.
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AMOS GITAI, de Amos Gitai e Serge Toubiana
O diretor de Kadosh, laços sagrados é considerado fundador da cinematografia israelense. Este é um subsídio fundamental para a compreensão de sua obra. Inclui extensa entrevista e análises pontuais de seus filmes, realizadas pelo crítico francês Serge Toubiana, consagrado na fase áurea dos Cahiers du cinéma. Coadjuvado por Baptiste Piégay, nos textos reunidos sob o título "Exílios e territórios", Toubiana eleva à condição de documentos políticos as descrições fidedignas e amorosas de documentários e ficções de Gitai. A edição inclui também "Percursos", um requintado livro-roteiro da mostra fotográfica realizada no Centro Georges Pompidou (2003) e na FAAP de São Paulo (outubro 2004). Esse "percurso" é constituído por lâminas desdobráveis com imagens retiradas dos principais filmes do diretor. Por si só, este trabalho é capaz de gerar uma nova conceitualização da obra cinematográfica de Gitai, como destaca o crítico Jean-Michel Frodon no prefácio do livro. Inclui, ainda, filmografia completa, comentada por críticos internacionais.
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CINEMA DE SEDUÇÕES – OS FILMES DA MINHA VIDA 2 – org. Leon Cakoff
A publicação reúne depoimentos de Isay Winfeld, Serginho Groisman, Luiz Carlos Merten, Eliana Caffé, Suzana Amaral, Ugo Giorgetti, Marcelo Gomes e Gilberto Dimenstein.
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CINEMA POLÍTICO ITALIANO – ANOS 60 e 70, de Angela Prudenzi e Elisa Resegotti
Entrevistas inéditas realizadas na Itália em 2006, com os grandes do cinema político italiano, que conheceu seu período áureo entre os anos 1960 e 1970, compõem o corpo principal do volume lançado durante a 30ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em coedição do evento com a Cosac Naify. Trinta anos após a eclosão do gênero, as autoras Angela Prudenzi e Elisa Resegotti foram buscar os depoimentos surpreendentes - sobretudo pelas lições de ética e de estética que encerram - dos realizadores que, com o seu empenho social e político, denunciaram as mazelas da sociedade de seu país e procuraram ecoar pelo mundo os sonhos embutidos nos grandes movimentos políticos internacionais daquelas décadas. Com sábio olhar de distanciamento, esses criadores analisam os filmes daqueles anos e os confrontam com a atual sociedade globalizada. Entre os quinze entrevistados estão Marco Bellocchio, Vittorio de Seta, Vittorio Taviani, Bernardo Bertolucci, Damiano Damiani, Ettore Scola, Mario Monicelli, Dino Risi, Giuliano Montaldo e Francesco Rosi. Há, ainda, uma conversa com a brasileira Florinda Bolkan - protagonista do principal filme do gênero: Investigação sobre um cidadão acima de qualquer suspeita (de 1969, ganhador de Oscar e da Palma de Ouro de Cannes), de Elio Petri - e uma fortuna crítica com dezessete textos sobre o tema, publicados em jornais brasileitos entre 1969 e 1998, de autoria de críticos como Orlando L. Fassoni e Ely Azeredo, entre outros. O volume é fartamente ilustrado com fotogramas de mais de sessenta filmes.
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MANOEL DE OLIVEIRA, de Leon Cakoff
O livro se fundamenta em uma abrangente entrevista do mais importante diretor do cinema português, atualmente com 101 anos de idade, concedida em 2004 ao organizador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Leon Cakoff. Expõe-se aí sua filosofia de cinema e de vida, em um surpreendente testemunho sobre arte e estética. Complementam o volume ensaios do pesquisador João Bénard da Costa, atual diretor da Cinemateca Portuguesa, sobre o aspecto feminino em filmes centrais na obra do diretor; do crítico brasileiro Inácio Araújo e da professora Leyla Perrone-Moisés. Há, ainda, o "Poema cinematográfico" e outros três textos assinados pelo próprio Oliveira ("Esta minha paixão"; "Caminhos da prostituição"; e "Rios da terra, rios da nossa aldeia"), além de filmografia completa, pesquisada por Orlando Margarido.
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O ANTICINEMA DE YASUJIRO OZU, de Kiju Yoshida
Edição comemorativa do centenário de um dos maiores cineastas japoneses traduzida diretamente do japonês. Este ensaio, de autoria do também diretor de cinema Kiju Yoshida (Eros + Massacre, 1969), penetra o universo fascinante de Ozu, considerado ao mesmo tempo o mais japonês dos diretores e o de linguagem mais universal. Pela primeira vez sua obra é analisada por alguém que trabalhou atrás dos megafones de direção. O diretor Yoshida emprega conceitos caros ao mestre de Bom dia (1959), emprestados da filosofia zen-budista. Primeira edição do livro fora do Japão, traduzida diretamente do japonês pelo Centro de Estudos Japoneses da Universidade de São Paulo, inclui as filmografias de Ozu e Yoshida. A versão francesa do livro, surgida em 2004 (coedição Institut Lumiere/Actes Sud/Arté Edition) recebeu o Prêmio Anual da Crítica, oferecido pelo prestigioso Sindicato Francês de Críticos de Cinema.
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PIER PAOLO PASOLINI, de Maria Betânia Amoroso
Apresentação da trajetória do cineasta, poeta, jornalista, crítico e tradutor italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975), uma das raras vozes de oposição capazes de questionar os sistemas políticos modernos. O texto oferece as principais chaves de interpretação para esse complexo universo de ideias. Com ajuda de imagens, remete às principais fontes de inspiração dos filmes do diretor, retiradas de clássicos da pintura dos séculos XIII e XIV e acompanha sua filmografia, interrompida por seu trágico assassinato.
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