30 / 7 / 2012
30_07_12

Redação: Thiago Stivaletti, para o Jornal da Mostra
Edição: Renata de Almeida


O cinema perdeu na segunda-feira dia 30 de julho Chris Marker, um dos mais ousados realizadores franceses das últimas décadas, responsável por obras-primas como o curta La Jetée (1962) e o documentário Sans Soleil (1982). Ele tinha 91 anos. 

Em 1989, a 13ª Mostra teve como um dos destaques uma seleção com quatro dos melhores filmes de Marker: Dimanche à Pekin (1955), Lettre de Sibérie (1957), Jukkopia (1981) e Sans Soleil (1982). Oito anos mais tarde, a 21ª Mostra ainda exibiria o documentário Nível Cinco (1996), meditação sobre a memória do século 20 com uma exploração das novas tecnologias. 

Nascido Christian François Bouche Villeneuve em Neuilly-sur-Seine em 1921, Chris Marker estudou Filosofia e integrou o movimento de Resistência na França durante a ocupação alemã. Trabalhou como jornalista, crítico de cinema e escritor, tornando-se mais tarde um dos mais importantes documentaristas de seu país. 

Desde 1952, ele realizou documentários e filmes de ficção, nos quais sempre procurou criar interação com o espectador, com propósitos históricos ou documentais. Ele ganhou projeção internacional ao ter seu curta-metragem La Jetée adaptado por Terry Gilliam para o longa Os Doze Macacos (1995). Recentemente, seu trabalho incluiu experimentações tecnológicas e instalações multimídia.