18 / 1 / 2012
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Redação: Thiago Stivaletti, para o Jornal da Mostra
Edição: Renata de Almeida


Começa no dia 25 de janeiro e vai até 5 de fevereiro o 41º Festival de Roterdã, na Holanda, primeira grande vitrine do ano para o cinema de autor. O evento, que acontece poucos dias antes do Festival de Berlim, reúne 15 longas-metragens em competição pelos Tigres de melhor filme. Como na Competição da Mostra, a competição de Roterdã reúne apenas filmes de novos diretores – que estejam em seu primeiro ou segundo longa-metragem.


O festival também é conhecido pelo Hubert Bals Fund, um dos maiores fundos de financiamento para filmes de autor no mundo. Em 2012, dos 15 filmes em competição, cinco receberam apoio do fundo.


A América Latina marca forte presença com três filmes: o brasileiro Sudoeste , de Eduardo Nunes, exibido na 35ª Mostra; O Som ao Redor, primeiro longa de ficção do pernambucano Kleber Mendonça Filho; e o chileno De jueves a domingo, de Dominga Sotomayor. Eduardo e Kleber tiveram seus curtas-metragens exibidos em edições anteriores do festival.

A Coreia do Sul teve dois filmes selecionados: A Fish, de Park Hong-Min, primeiro filme em 3-D na competição do festival; e Romance Joe, primeiro filme de Lee Kwang-Kuk, ex-assistente de direção de Hong Sang-Soo. Outros longas prometem uma radiografia das sociedades contemporâneas na Turquia (Voice of my Father, de Orhan Eskikoy e Zeynel Dogan), Sérvia (Clip, de Maja Milos) e China (Egg and Stone, de Huang Ji). (Veja a lista completa )


Para os filmes inéditos, há ainda duas grandes seções paralelas, cada uma com cerca de 70 filmes. A principal é a Spectrum, com os novos filmes de cineastas veteranos como os brasileiros Julio Bressane (Rua Aperana 52) e Cláudio Assis (A Febre do Rato); o francês Lucas Belvaux (28 Témoins); e os japoneses Takahi Miike (Ace Atorney) e Masahiro Kobayashi (Women on the Edge). O ator americano James Franco codirige com Ian Olds Francophrenia (or: Don’t kill me, I know where the baby is) veja a lista 


A outra é a Bright Future, que mistura ficções e documentários de diretores novatos, nos quais entraram filmes como o argentino A La Cantábrica, de Ezequiel Erriquez, e o indonésio Parts of the Heart, de Paul Augusta, além de mais dois brasileiros, Rânia e o documentário As Hiper Mulheres – veja a lista.


 Há ainda uma competição de curtas-metragens com 21 títulos – veja a lista.


A participação brasileira este ano, a maior na história recente do festival, se completa com uma grande retrospectiva do cinema da Boca do Lixo, o cinema marginal paulistano dos anos 60 a 80. Serão 16 títulos, com títulos de Ozualdo Candeias (A Margem, 1967), Carlão Reichenbach (O Império do Desejo, 1981), Jairo Ferreira (O Vampiro da Cinemateca, 1976) e Rogério Sganzerla (O Bandido da Luz Vermelha (1968). A atriz e diretora Helena Ignez, viúva de Sganzerla, será membro do júri internacional da competição que escolherá os três filmes que receberão o Tiger Award e um prêmio de 15 mil euros cada um.


Saiba mais em http://www.filmfestivalrotterdam.com/en/